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ONG confirma que ataque contra clínica de Cabul deixou 'centenas de mortos e feridos'
ONG confirma que ataque contra clínica de Cabul deixou 'centenas de mortos e feridos' / foto: Wakil Kohsar - AFP

ONG confirma que ataque contra clínica de Cabul deixou 'centenas de mortos e feridos'

O ataque paquistanês de segunda-feira contra uma clínica de reabilitação para dependentes químicos na capital do Afeganistão deixou "centenas de mortos e feridos", afirmou a ONG Conselho Norueguês para Refugiados (NRC), que atua na cidade.

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O porta-voz do Ministério da Saúde afegão, Sharafat Zaman, anunciou na terça-feira um balanço de quase 400 mortos e mais de 200 feridos no ataque, que atingiu a clínica na segunda-feira à noite.

O governo do Paquistão negou de modo veemente ter atacado um centro de reabilitação para dependentes e afirmou que os alvos eram "objetivos militares e terroristas".

"Pelo que observamos e discutimos com os demais envolvidos na resposta (de emergência), podemos afirmar que há centenas de mortos e feridos", declarou à AFP o diretor para o Afeganistão do NRC, Jacopo Caridi.

Caridi disse que o NRC mobilizou equipes após o ataque para "observar a realidade no local".

Ele confirmou que um dos edifícios do centro médico foi "completamente incendiado e destruído", e que as equipes de resgate continuavam retirando corpos dos escombros.

Não foi possível verificar o balanço de forma independente, mas os jornalistas da AFP que compareceram ao local do bombardeio na noite de segunda-feira e na manhã de terça-feira contaram pelo menos 95 cadáveres.

Os dois países estão em conflito há vários meses.

O Paquistão afirma que o Afeganistão abriga combatentes do movimento dos talibãs paquistaneses (TTP), que reivindicaram ataques em seu território. As autoridades afegãs negam a acusação.

No local, os preparativos avançavam nesta quarta-feira para o sepultamento das vítimas.

Em uma colina de Cabul, que abriga o memorial de um conhecido político afegão, uma vala comum já havia sido preparada, segundo uma equipe da AFP.

Parte das vítimas será enterrada no local após uma cerimônia. Outras serão sepultadas em suas regiões de origem, informou à AFP o porta-voz do Ministério do Interior, Abdul Mateen Qani.

D.Rodriguez--GM