EUA diz que não planeja vender armas à China, após declarações de embaixador americano
Os Estados Unidos afirmaram, nesta segunda-feira (28), que não possuem planos de vender armas à China, depois que o embaixador americano em Pequim disse que o presidente Donald Trump havia perguntado ao seu homólogo chinês, Xi Jinping, se ele gostaria de comprar armamento de Washington.
O embaixador dos Estados Unidos na China, David Perdue, declarou que o tema voltou a ser mencionado quando Xi visitou os Estados Unidos na semana passada.
"O presidente Trump continua dizendo: 'Bem, vendemos armas para outras pessoas em todo o mundo'. Em determinado momento, ele chegou a perguntar ao presidente Xi se queria comprar algumas", disse Perdue na entrevista ao canal Fox News.
"Há conversas contínuas sobre outras vendas; (Trump) e o presidente Xi falam sobre isso toda vez que se reúnem", acrescentou, destacando que a posição dos Estados Unidos não mudou.
A Casa Branca declarou nesta segunda que não havia programado nenhuma venda deste tipo para a China.
"O governo dos Estados Unidos não tem planos de vender armas à China", disse um funcionário americano à AFP.
A China afirma que Taiwan faz parte de seu território. A venda de armas americanas à ilha, governada de forma autônoma, é um tema espinhoso entre Washington e Pequim há várias décadas.
A legislação americana obriga o fornecimento de armas a Taiwan, que tem um presidente e um Parlamento eleitos democraticamente, para sua defesa.
Questionado nesta segunda-feira sobre as declarações, o Ministério das Relações Exteriores da China evitou responder diretamente, mas garantiu que Pequim "sempre reforçou suas capacidades de defesa nacional de acordo com suas próprias necessidades e mantém seu compromisso com a paz e a estabilidade mundiais".
Washington já havia aprovado, em dezembro, uma venda de armas a Taiwan no valor de 11,1 bilhões de dólares (61 bilhões de reais, na cotação da época). Perdue afirmou que esse acordo demonstrava que o governo Trump havia vendido "mais armas a Taiwan do que qualquer outro presidente desde 1979".
Durante sua visita a Washington, Xi reiterou seu alerta a seu par americano para agir com "prudência" em relação a Taiwan, instando Washington a se opor explicitamente à independência de Taiwan.
N.Diaz--GM