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Corina Machado considera reunião com Delcy sobre 'transição' na Venezuela
Corina Machado considera reunião com Delcy sobre 'transição' na Venezuela / foto: Alex WROBLEWSKI - AFP

Corina Machado considera reunião com Delcy sobre 'transição' na Venezuela

A principal líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, está disposta a se reunir com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, "se necessário", para definir um "cronograma de transição", informou nesta segunda-feira (2) a equipe da ganhadora do Nobel da Paz.

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Em entrevista a veículos de comunicação da Colômbia, Corina Machado deixou as portas abertas para conversar com a líder chavista, após a deposição forçada e captura do então presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro, em uma operação militar dos Estados Unidos.

"Se for necessário algum encontro para definir o cronograma de uma transição, isso será feito", disse a líder opositora durante a videoconferência, segundo a transcrição da conversa, compartilhada por sua equipe.

Mas o governo interino de Delcy "continua sendo a máfia. Podem ter outro nome, mas são a máfia", ressaltou Corina Machado, cujo papel na Venezuela pós-Maduro é uma incógnita, ao mesmo tempo que o presidente americano, Donald Trump, normaliza suas relações com o Executivo chavista.

O presidente americano questionou a capacidade da opositora venezuelana para assumir a Presidência após a captura de Maduro, mas baixou o tom depois de receber dela, de presente, a medalha do Nobel da Paz, em meados de janeiro.

Corina Machado descartou se reunir em breve com o presidente da Colômbia, o esquerdista Gustavo Petro, a quem pediu que se posicione abertamente contra o chavismo amanhã, quando se reunirá com Trump em Washington. "Não pode haver meio-termo. Não se pode estar bem com Deus e com o diabo."

A oposição venezuelana denuncia uma fraude nas eleições presidenciais de julho de 2024, nas quais Maduro foi reeleito.

Corina Machado está fora da Venezuela desde dezembro, quando saiu da clandestinidade para viajar a Oslo, na Noruega, onde recebeu o Nobel no mesmo mês.

Sem data prevista para retornar ao país, a líder opositora não descarta passar, antes, por Bogotá. "Não sei se antes de ir para a Venezuela, mas sei que, assim que possível, iremos para lá."

Y.Ramivrez--GM